"Todo o nacionalismo superior é um universalismo especial. O atheniense não dizia, imitando por antecipação o pobre Barrès , "Há verdades athenienses independentes das verdades de outras partes do mundo". Dizia, porque era de uma grande raça, " Há só uma verdade e é em Athenas que ela se vê".
Ha trez especies de nacionalismo - o nacionalismo tradicionalista, que faz consistir a substancia da nação nas formulas mortas das tradições visiveis; o nacionalismo espiritual, que faz consistir essa substancia num typo vivo de mentalidade; o nacionalismo syntetico, que faz consistir essa mesma substancia numa maneira especial de synthetizar a universalidade das experiencias e das culturas. São exemplos d' esses trez tipos de nacionalismo: do primeiro os integralistas e os pseudo-catholicos (pois outros não ha em Portugal) ; do segundo, Pascoes, que tem a alma portuguesa por uma fusão do espirito christão e do espirito pagão; do terceiro, os homens do Renascimento, como Camões, que viam o mundo de Portugal, porém de Portugal viam todo o mundo.
Expor é escolher. Não ha que hesitar entre estes trez nacionalismos. O maior é o melhor. É certo que o nacionalismo universalista dissolve com facilidade a nacionalidade. Mas vale mais uma vida curta e grande que uma vida longa e baixa. Uma pedra dura muito mais que um homem, porém não fazemos do tradicionalismo organico das pedras o exemplo do valor das coisas." Fernando Pessoa
Ha trez especies de nacionalismo - o nacionalismo tradicionalista, que faz consistir a substancia da nação nas formulas mortas das tradições visiveis; o nacionalismo espiritual, que faz consistir essa substancia num typo vivo de mentalidade; o nacionalismo syntetico, que faz consistir essa mesma substancia numa maneira especial de synthetizar a universalidade das experiencias e das culturas. São exemplos d' esses trez tipos de nacionalismo: do primeiro os integralistas e os pseudo-catholicos (pois outros não ha em Portugal) ; do segundo, Pascoes, que tem a alma portuguesa por uma fusão do espirito christão e do espirito pagão; do terceiro, os homens do Renascimento, como Camões, que viam o mundo de Portugal, porém de Portugal viam todo o mundo.
Expor é escolher. Não ha que hesitar entre estes trez nacionalismos. O maior é o melhor. É certo que o nacionalismo universalista dissolve com facilidade a nacionalidade. Mas vale mais uma vida curta e grande que uma vida longa e baixa. Uma pedra dura muito mais que um homem, porém não fazemos do tradicionalismo organico das pedras o exemplo do valor das coisas." Fernando Pessoa
Grande Fernando Pessoa que detestava o socialismo. Se cá voltasse ficaria revoltado com o que andam a tentar fazer à sua Pátria e à sua Língua, que para ele se misturavam.
ResponderEliminarApetece-me eliminar esse comentário LOL Mas a liberdade de expressão é sagrada!
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