Quando toda a gente assim quiser.
Em 1974, quando os militares acabaram a sua ditadura, que começara em 1926, os portugueses foram felizes, a palavra melhor!
Foi eleita uma Assembleia Constituinte e, ingenuamente, criámos uma "democracia representativa", inscientes de que estávamos a dar o poder à oligarquia local e à internacional, questão de tempo.
"Quando o nosso sonho se acabou", a data desta música, quando elegemos o professor Cavaco, que deu a privados os bens do Estado, a nossa consciência de que não vivíamos em democracia ainda não nascera.
Este é o tempo em que a consciência clara de que as nossas “democracias” são oligarquias e de que o sistema capitalista está a chegar ao fim, cresce exponencialmente.
Muita gente imagina o futuro a partir do que aconteceu no passado. Todas a revoluções foram neutralizadas por um grupo de gente assustada, que tratou de restabelecer os privilégios perdidos. É verdade mas tudo tem o seu tempo. O capitalismo foi a forma de funcionamento das nossas sociedades durante estes duzentos e cinquenta anos, desde a Revolução Industrial, em meados do século XVIII; oligarquia financeira a partir de meados do século XIX e sociedade de consumo, criando necessidades e sabotando os produtos para que não durem, a partir de meados do século XX, ele é atualmente gerido por programas ou “algoritmos” que fazem transações de produtos financeiros a uma velocidade acelerada de milhões por segundo. O seu “ crescimento infinito num mundo finito “ chegou ao fim.
Um novo funcionamento das sociedades está a nascer: as manifestações em todo o mundo, a propósito do assassinato cometido por um polícia americano, não são uma repetição das de Los Angeles, há umas dezenas de anos. A novidade é a Revolução Informática, o polícia foi filmado e chegou ao bolso de toda a gente do mundo.
É um momento simbólico, uma tomada de consciência global, é a voz da democracia que se ouve em todo o mundo. É a maturidade da nossa Civilização que acontece.
A democracia directa é uma esperança, o poder político dos cidadãos todos, incluindo neles a minoria de imbecis (trata-se de um termo técnico, leitor, quer dizer um quociente intelectual baixo), daqueles que não sabem donde lhes vem o disparate de pensar que há "raças inferiores". Até os imbecis vão perceber que vem do medo, que se agarram a privilégios passados por medo, até eles vão perceber que a idéia de que "todos os homens nascem livres e iguais em direitos" é uma evidência em si mesma.
E "quando toda a gente assim quiser", os cidadãos organizam um referendo para criar uma constituição democrata, um sistema em que todos votem as leis, em que não se elejam pessoas mas idéias, e em que as pessoas que tiverem cargos políticos (sem terem o poder de alterar as leis!), sejam sorteadas.
Criaremos democraticamente leis para que o poder de cunhar moeda seja retirado a "uns poucos", que é o que quer dizer "oligos", donde vem "oligarquia". E permitiremos ao planeta que se cure!
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"Da discussão nasce a luz"